O primeiro dia de vigência das novas regras de circulação na Ponte da Integração Brasil–Paraguai começou com um protesto de caminhoneiros em Foz do Iguaçu. A mobilização, iniciada nas primeiras horas desta segunda-feira (3), reúne representantes de entidades do transporte que contestam as restrições mantidas para caminhões de grande porte.
Participam do ato a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu. O grupo afirma que a abertura parcial da ponte representa um avanço, mas considera insuficiente a decisão de permitir a passagem dos caminhões maiores apenas durante a noite.
Segundo os manifestantes, a medida mantém motoristas brasileiros e paraguaios aguardando por horas para cruzar a fronteira, mesmo após a conclusão das estruturas aduaneiras. A categoria também denuncia a falta de infraestrutura nos pontos de espera, onde, segundo os sindicatos, não há banheiros, locais adequados para descanso ou condições mínimas de atendimento aos profissionais.
Durante entrevista à Rádio Cultura, o representante do sindicato da categoria em Foz do Iguaçu, Rodrigo Andrade de Souza, afirmou que a mobilização não tem como objetivo impedir a circulação de caminhoneiros paraguaios, mas chamar a atenção das autoridades para a necessidade de ampliar o horário de funcionamento da ponte para todos os veículos de carga.
Apesar da manifestação, o trânsito não foi totalmente interrompido. Em cumprimento a uma decisão judicial, os organizadores mantêm a passagem de ônibus, veículos de turismo, ambulâncias e demais serviços essenciais.
As novas regras passaram a valer nesta segunda-feira e autorizam a circulação, entre 7h e 19h, de caminhões vazios de menor porte pela Ponte da Integração. Já os caminhões de grande porte continuam limitados ao período entre 20h30 e 5h. As mudanças também ampliam o uso da estrutura por ônibus internacionais de linha regular, transporte vicinal e veículos de turismo, enquanto a operação da ponte é implantada de forma gradual.

