Foz do Iguaçu aprova projeto para ampliar acesso a DIU e implantes pelo SUS

Medida estabelece diretrizes para informação, planejamento familiar e acesso a métodos contraceptivos de longa duração; mais de mil mulheres aguardam pelo procedimento Foto: Site de Dra. Aline Borges.


A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou o Projeto de Lei nº 62/2026, que estabelece diretrizes para ampliar o acesso da população a métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta, de autoria da vereadora Márcia Bachixte, contempla métodos como DIU e implantes contraceptivos e busca fortalecer ações relacionadas ao planejamento familiar, à informação e à autonomia reprodutiva.

Um dos pontos que chama atenção é a demanda já existente na rede municipal. Segundo informações apresentadas durante a discussão do projeto, 784 inserções de métodos contraceptivos de longa duração foram realizadas em Foz até junho de 2026, enquanto mais de mil mulheres aguardavam pelo procedimento.

Projeto não cria um novo serviço

A aprovação não significa a criação de um serviço totalmente novo na rede municipal. O atendimento para inserção desses métodos já é realizado pelo SUS em Foz do Iguaçu.

O objetivo da legislação é estabelecer diretrizes para fortalecer essa política, ampliar o acesso à informação e orientar as ações de planejamento reprodutivo.

O texto determina que o atendimento deverá respeitar a autonomia do paciente e o consentimento livre e esclarecido, além de seguir os protocolos clínicos, diretrizes terapêuticas e normas técnicas do SUS.

Populações vulneráveis podem ser priorizadas

Entre as diretrizes previstas está a possibilidade de priorizar estratégias destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, territorial, epidemiológica ou de saúde.

A proposta também estabelece que as ações devem observar os princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS, além do respeito à dignidade e aos direitos reprodutivos.

Segundo o texto aprovado, a medida tem caráter orientativo e não cria cargos ou novas estruturas administrativas. Também não estabelece, de forma imediata, uma despesa pública obrigatória.

Próxima etapa

Depois da aprovação pela Câmara, o projeto segue para sanção do prefeito.

Caso seja sancionada, a nova legislação deverá servir como diretriz para o fortalecimento das ações municipais voltadas ao planejamento familiar e ao acesso a métodos contraceptivos de longa duração.


Canetas emagrecedoras entram em nova etapa para possível oferta pelo SUS

Ministério da Saúde pediu à Conitec uma nova avaliação de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida...

Anvisa proíbe publicidade do Semavy, medicamento à base de semaglutida

Agência identificou anúncios do produto em painéis, site e redes sociais; medicamento exige retenção de receita...

Quando a tristeza não aparece: sinais silenciosos podem indicar depressão

Mudanças no comportamento, isolamento e perda de interesse por atividades cotidianas podem revelar um sofrimento...

Diretor do Hospital Itamed integra comitiva do Ministério da Saúde na China

Agenda internacional busca referências em tecnologia, inovação e infraestrutura.

FSI recebe recursos do Fundo Social da Sicredi Vanguarda para projeto de...

Recurso de R$ 40 mil integra o investimento do projeto, que prevê até 18 cirurgias de reconstrução mamária no...

Recusa de familiares impede quase metade das doações de órgãos no Brasil

Taxa média de negativa chega a 45% e campanha busca ampliar a conscientização sobre a importância de comunicar a...