Manifestantes cobram lei para endurecer combate à violência contra mulheres

Mobilização nacional pressiona parlamentares pela aprovação do projeto que criminaliza atos de ódio, discriminação e violência contra mulheres. Foto TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

Mulheres foram às ruas em diversas cidades do país para exigir a votação do Projeto de Lei (PL) da Misoginia, proposta que amplia o combate à violência de gênero e criminaliza práticas de ódio, discriminação e incitação contra mulheres. A mobilização nacional busca pressionar a Câmara dos Deputados a colocar o texto em pauta o quanto antes.

O projeto, que já foi aprovado pelo Senado, altera a Lei nº 7.716/1989 para incluir a misoginia entre os crimes de discriminação. A proposta prevê penas de dois a cinco anos de prisão para quem praticar, incentivar ou promover atos de violência, humilhação, restrição de direitos ou discriminação motivados pelo fato de a vítima ser mulher.

Os atos foram organizados por movimentos de defesa dos direitos das mulheres, que alertam para o crescimento dos casos de violência de gênero, feminicídios e discursos de ódio, especialmente nas redes sociais. Segundo as organizadoras, a aprovação da proposta representa um avanço na proteção das mulheres e no fortalecimento do combate à violência baseada em gênero.

As manifestantes também cobraram maior agilidade da Câmara dos Deputados na análise da matéria. O texto aguarda inclusão na pauta do plenário e depende de decisão da presidência da Casa para ser votado.

Para os movimentos sociais, a criação de um instrumento legal específico para combater a misoginia é uma resposta às diferentes formas de violência enfrentadas diariamente pelas mulheres, tanto no ambiente físico quanto no meio digital.

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