Uma operação de fiscalização na região da fronteira terminou com a apreensão de aproximadamente 150 pneus de origem paraguaia em Foz do Iguaçu. A mercadoria estava em um imóvel no Jardim Jupira, suspeito de funcionar como ponto de armazenamento de produtos introduzidos irregularmente no Brasil.
A ação ocorreu na noite de terça-feira (13), após equipes da Polícia Federal e da Polícia Militar identificarem movimentações suspeitas nas proximidades do Rio Paraná, na região da Avenida Beira Rio. Durante o monitoramento, os agentes observaram embarcações atravessando o rio e um veículo GM Blazer deixando a área em direção ao bairro.
A movimentação levou os policiais até o imóvel, onde encontraram os pneus e o automóvel que teria sido utilizado no transporte da carga. A suspeita é de que os produtos fossem levados da margem do rio até o depósito para posterior distribuição.
Fuga impede prisões
Quando os policiais chegaram ao endereço, os indivíduos que estavam no local fugiram. Foram realizadas buscas na região, mas ninguém foi encontrado.
Os pneus e o veículo foram apreendidos e encaminhados à Receita Federal, que deverá adotar os procedimentos cabíveis em relação à mercadoria.
Apesar da apreensão, a identificação dos responsáveis pelo armazenamento e pela movimentação dos produtos continua sendo um dos principais desafios do caso. Sem a localização dos envolvidos, ainda é necessário esclarecer quem organizava o transporte e qual seria o destino final da carga.
Rotas clandestinas continuam no radar
A ocorrência evidencia a complexidade da fiscalização nas margens do Rio Paraná, onde travessias irregulares podem ser utilizadas para movimentar mercadorias sem o controle dos órgãos responsáveis.
Em Foz do Iguaçu, o combate ao contrabando e ao descaminho exige atuação constante, tanto nos pontos oficiais de passagem quanto em áreas próximas ao rio. A apreensão interrompeu o transporte de uma carga expressiva, mas não encerra a investigação sobre a estrutura responsável pela operação.
O próximo passo é reunir informações que permitam identificar os suspeitos e verificar se o imóvel era utilizado exclusivamente para esse carregamento ou fazia parte de uma rede maior de armazenamento e distribuição de mercadorias vindas do Paraguai.
