Um policial militar foi preso em flagrante pela Polícia Federal durante uma operação que investiga um grupo suspeito de praticar caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A prisão ocorreu na terça-feira (6), em Francisco Beltrão, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
A ação foi realizada pela PF com acompanhamento de equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná. A ordem judicial foi expedida pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.
Durante as buscas, os agentes encontraram armas de fogo, munições, carne proveniente de caça e palmito retirado ilegalmente. Entre as armas apreendidas estava uma que apresentava a numeração raspada. Diante da situação, o policial investigado acabou detido em flagrante.
Investigação aponta caça planejada
Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que o grupo realizava incursões dentro do Parque Nacional do Iguaçu de maneira organizada.
Os investigadores identificaram a instalação de cevas para atrair animais silvestres, além do uso de embarcações para atravessar rios e acessar áreas utilizadas nas atividades de caça.
Outro elemento levantado pela investigação é que os suspeitos escolheriam as datas das incursões levando em consideração as fases da lua, estratégia que permitiria planejar a entrada na mata e a localização dos animais.
O inquérito apura possíveis crimes de associação criminosa, caça ilegal de animais silvestres em unidade de conservação e posse de arma de fogo com sinal identificador adulterado.
Parque é alvo de operações contra caça
A prisão ocorre após uma série de ações das forças de segurança para combater crimes ambientais no Parque Nacional do Iguaçu.
Em setembro, a Polícia Federal realizou outra operação em Foz do Iguaçu, com apoio do ICMBio, depois que dois homens foram presos em flagrante em julho dentro da unidade de conservação. Na ocasião, foram apreendidos rifles, munições e equipamentos utilizados para caça noturna.
A atuação dos caçadores é considerada uma ameaça à preservação da fauna do parque, uma das principais áreas protegidas de Mata Atlântica do país. O ICMBio aponta a caça, a extração ilegal de palmito e a pesca entre os principais conflitos relacionados à exploração ilegal de fauna e flora na unidade.
As investigações sobre o grupo continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a estrutura utilizada nas incursões ilegais.
