O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com um novo teste para o rastreamento do câncer colorretal, uma das formas mais comuns de câncer no Brasil. A medida amplia as estratégias de prevenção e busca aumentar a identificação da doença em fases iniciais.
O novo exame é realizado a partir de uma amostra de fezes e procura identificar sinais que possam indicar a presença de alterações no intestino. Quando o resultado apresenta alguma alteração, o paciente pode ser encaminhado para uma investigação complementar.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o diagnóstico precoce, principalmente entre pessoas que ainda não apresentam sintomas.
Diagnóstico precoce aumenta chances de tratamento
O câncer colorretal pode se desenvolver de forma silenciosa durante os estágios iniciais. Por isso, o rastreamento tem papel importante na identificação de alterações antes que a doença provoque sinais mais evidentes.
Entre os sintomas que podem aparecer estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal, perda de peso sem explicação e anemia.
A presença desses sinais não significa necessariamente câncer, mas deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Como funciona o novo teste
O exame utiliza uma amostra de fezes para verificar a presença de sangue oculto, que pode estar relacionado a lesões no intestino.
Caso o resultado seja positivo, o paciente deverá passar por uma avaliação médica e, quando indicado, realizar exames complementares, como a colonoscopia, para investigar a origem da alteração.
A estratégia permite selecionar as pessoas que precisam de uma investigação mais detalhada e pode contribuir para reduzir diagnósticos tardios.
Prevenção ganha reforço
A ampliação do rastreamento representa um avanço na prevenção do câncer colorretal dentro da rede pública. A expectativa é aumentar a identificação de casos em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento são maiores.
Além do acompanhamento médico e dos exames de rastreamento, hábitos saudáveis também são importantes na prevenção, como manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para saber quando o rastreamento é indicado e quais exames estão disponíveis de acordo com a idade e os fatores de risco de cada pessoa.


