Foz do Iguaçu recebe tecnologia para monitorar agressores e evitar feminicídio
Paraná expande monitoração eletrônica e lança aplicativo para combater violência contra as mulheres
Foto: Ricardo Almeida/SESP
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná anunciou nesta terça-feira (17) a expansão do Programa de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES) para os municípios de Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais. A iniciativa, que já funciona em Curitiba, amplia o uso de tecnologia para proteção de mulheres vítimas de violência e prevenção ao feminicídio.
O sistema permite o acompanhamento em tempo real tanto do agressor quanto da vítima que possui medida protetiva judicial. O monitoramento ocorre por meio de dois dispositivos: uma tornozeleira eletrônica instalada no agressor e um aparelho móvel disponibilizado temporariamente à vítima, que permite visualizar a localização do agressor e receber alertas caso ele viole as áreas de segurança determinadas pela Justiça.
Outra medida anunciada foi o lançamento do Aplicativo Paranaense Salve Maria, ferramenta criada para ampliar a proteção de mulheres com medidas protetivas de urgência. O aplicativo possui um botão de emergência que aciona rapidamente a Polícia Militar do Paraná por meio da Patrulha Maria da Penha.
Ao ser ativado, o sistema envia um alerta imediato às autoridades com geolocalização em tempo real, facilitando o deslocamento das viaturas até o local da ocorrência. A plataforma também permite comunicação direta com operadores da polícia por mensagens de texto ou áudio.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a experiência do monitoramento simultâneo na capital teve resultados positivos e agora será ampliada para outras regiões do Estado.
“Tivemos a experiência de mulheres que utilizam a tecnologia do monitoramento simultâneo na Capital com muito sucesso e estamos expandindo para Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais. Depois desta fase, vamos levar o programa para municípios com maior número de ocorrências de feminicídio e violência doméstica”, afirmou.
A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, destacou que as iniciativas buscam garantir segurança e respeito às mulheres.
“Nossas mulheres precisam se sentir não apenas protegidas, mas também respeitadas. Onde há respeito, não há espaço para o conflito”, disse.
Monitoramento e resposta rápida
O acompanhamento é realizado em centrais especializadas da segurança pública. Caso o agressor descumpra os limites estabelecidos pela Justiça, o sistema emite alertas imediatos, permitindo atuação rápida das forças de segurança.
A tecnologia integra Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Poder Judiciário e Ministério Público, ampliando a capacidade de prevenção e resposta em casos de violência doméstica.
Capacitação das forças de segurança
A Sesp também anunciou cursos de Ensino a Distância (EAD) para capacitar profissionais das forças de segurança no atendimento a vítimas de violência contra a mulher. Os conteúdos abordam temas como atendimento humanizado, escuta ativa, estereótipos machistas e os diferentes tipos de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
A formação faz parte do Programa Mulher Segura e deverá ser concluída por todos os profissionais da segurança pública do Paraná até 2026.

