"Foz desvaloriza engenheiros e arquitetos", dizem sindicatos ao cobrar reajuste salarial

Campanha afirma que município paga o menor salário entre 12 cidades paranaenses e alerta para evasão de profissionais e impactos em obras públicas. Foto Divulgação / Arquivo

Engenheiros e arquitetos do serviço público municipal de Foz do Iguaçu intensificaram a cobrança por melhores salários. Em uma campanha lançada pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) e pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado do Paraná (SindArq-PR), as entidades afirmam que a administração municipal mantém uma das piores remunerações da categoria no Paraná, cenário que, segundo elas, compromete a retenção de profissionais e pode afetar diretamente a qualidade das obras e dos serviços públicos.

De acordo com o material divulgado pelos sindicatos, Foz do Iguaçu ocupa a última posição em um comparativo com 12 municípios paranaenses no valor pago por hora aos engenheiros e arquitetos do quadro efetivo. Enquanto cidades como Guarapuava, Ponta Grossa e Maringá oferecem remunerações superiores, Foz aparece no fim da lista, com valor de R$ 35,32 por hora.

As entidades também afirmam que o salário-base pago pela Prefeitura está 45,5% abaixo do piso profissional previsto para uma jornada de 30 horas semanais. Segundo a campanha, o piso nacional é de R$ 9.726, enquanto o vencimento inicial no município é de R$ 5.297,30.

Outro dado utilizado para reforçar a reivindicação é a dificuldade de manter profissionais no serviço público. Conforme o levantamento apresentado pelos sindicatos, no concurso realizado em 2018, nove em cada dez candidatos convocados não assumiram o cargo ou deixaram a função posteriormente. Já no concurso de 2022, esse índice foi de cinco em cada dez.

Para as entidades, a baixa remuneração tem provocado alta rotatividade e dificuldades para atrair profissionais qualificados, justamente em áreas responsáveis pelo planejamento urbano, elaboração de projetos, fiscalização de obras, captação de recursos e acompanhamento de investimentos públicos.

A campanha defende a revisão da política salarial, a implantação de um plano de carreira e mecanismos de valorização profissional. Segundo os sindicatos, investir na categoria significa melhorar a capacidade técnica da administração e garantir maior eficiência na execução de obras e serviços.

No material, as entidades resumem a reivindicação com uma frase de impacto: "Sem projetos não há recursos. E sem recursos não há obras."

Até o momento, a Prefeitura de Foz do Iguaçu não se manifestou sobre os dados apresentados pelos sindicatos. O espaço permanece aberto para posicionamento do Executivo municipal.


Mais de 80% das pessoas em situação de rua em Foz são migrantes, revela censo

Levantamento identificou 601 pessoas vivendo nas ruas da cidade; maioria veio de outros estados em busca de...

Prefeituras contempladas pelo Projeto Aliança BIM participam de reunião...

Prefeituras contempladas pelo Projeto Aliança BIM participam de reunião técnica, em Ponta Grossa

AMP, Itaipu e UTFPR concluem caravana do Programa Aliança BIM Paraná com...

AMP, Itaipu e UTFPR concluem caravana do Programa Aliança BIM Paraná com reunião técnica das prefeituras da...

AMP, Itaipu e UTFPR realizam reunião técnica com prefeituras da Amocentro e...

AMP, Itaipu e UTFPR realizam reunião técnica com prefeituras da Amocentro e da Cantuquiriguaçu

Projeto Aliança BIM Paraná promoverá reunião técnica com prefeituras da...

Projeto Aliança BIM Paraná promoverá reunião técnica com prefeituras da Amcespar e Amsulpar no dia 30 de julho, em...

Projeto Aliança BIM Paraná conclui reunião técnica com municípios da Amsop

Projeto Aliança BIM Paraná conclui reunião técnica com municípios da Amsop