Justiça determina que empresa restabeleça anestesistas no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu

Justiça determina que empresa restabeleça anestesistas no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu

Decisão liminar atende pedido do MPPR após redução drástica da equipe médica comprometer cirurgias – Assessoria de Comunicação mppr

Em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, o Ministério Público do Paraná (MPPR) obteve decisão liminar que determina que uma empresa privada contratada pelo município garanta o atendimento de anestesistas no Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

A decisão foi proferida em ação civil pública ajuizada pela 9ª Promotoria de Justiça da comarca, diante dos graves problemas de atendimento causados pela redução no número de profissionais. Em dezembro, a empresa diminuiu unilateralmente a equipe de cinco anestesistas — que atuavam em escala, com quatro durante o dia e um à noite — para apenas um profissional em regime de 24 horas, sob a justificativa de “ajuste operacional”.

Cirurgias canceladas e transferências de pacientes

A medida provocou impactos diretos no atendimento hospitalar, com o cancelamento de todas as cirurgias eletivas e redução superior a 50% na capacidade do centro cirúrgico.

Diante da situação, o Estado precisou instituir um fluxo de contingência, transferindo pacientes para hospitais em outras cidades, como Cascavel e Francisco Beltrão, o que gerou transtornos logísticos e angústia às famílias.

Segundo a Promotoria, a situação se agravou após a constatação de que a mesma empresa manteve a escala médica regular em hospital da rede privada, o que foi apontado como possível negligência seletiva em relação ao serviço público.

Prazo de 48 horas para regularização

A decisão liminar, proferida nesta segunda-feira (23), determinou que a empresa restabeleça a escala completa de profissionais no prazo máximo de 48 horas, garantindo o funcionamento integral do centro cirúrgico. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.

Com a medida, o MPPR espera que o hospital retome plenamente os atendimentos de urgência, emergência e cirurgias eletivas, contribuindo para desafogar o sistema de internação e assegurar o direito à saúde da população de Foz do Iguaçu e região.

Pedido de indenização por dano moral coletivo

No mérito da ação civil pública, o Ministério Público também requer que a empresa seja condenada ao pagamento de R$ 15 milhões por dano moral coletivo. O pedido é fundamentado na alegação de que a conduta gerou “lesão injusta e intolerável aos valores fundamentais da comunidade de Foz do Iguaçu e região”.

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