Uma brincadeira para as redes sociais terminou com três policiais militares recolhidos administrativamente em Alagoas. Os agentes são investigados por supostamente permitir o uso de uma viatura oficial durante uma gravação do reality Rancho do Maia, do influenciador Carlinhos Maia.
O episódio aconteceu no sábado (8), em Ipioca, bairro de Maceió. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram participantes sendo colocados na parte traseira de uma viatura policial durante uma encenação de prisão.
A situação chamou a atenção do comando da Polícia Militar de Alagoas, que determinou o recolhimento dos militares e abriu uma investigação pela Corregedoria-Geral. Segundo a corporação, o veículo teria sido utilizado para uma finalidade diferente da atividade de policiamento.
Viatura não teria sido solicitada para a gravação
A apuração inicial apontou que não houve solicitação ao número 190 para atendimento de uma ocorrência no local relacionada à gravação. Também não teria sido feito pedido formal ao comando da PM para utilização da viatura na produção.
Os militares deverão responder a procedimento disciplinar, que vai analisar as circunstâncias do episódio e a conduta individual de cada envolvido. A corporação informou que os agentes terão direito ao contraditório e à ampla defesa.
Carlinhos Maia admite erro
Após a repercussão, Carlinhos Maia se pronunciou e reconheceu que pediu autorização para colocar uma participante dentro da viatura durante a gravação.
O influenciador classificou a atitude como uma “burrice” e uma “ingenuidade” e pediu desculpas. Segundo ele, os policiais estavam realizando patrulhamento na região por causa da grande movimentação provocada pelo reality e não foram chamados especificamente para participar da gravação.
Carlinhos também afirmou que os policiais não receberam dinheiro pela participação e defendeu os militares.
Uso de veículo público vira alvo de investigação
O caso levantou questionamentos sobre os limites do uso de equipamentos públicos em produções particulares. Uma viatura policial é destinada ao patrulhamento e ao atendimento da população, e qualquer utilização fora dessa finalidade precisa seguir as regras da corporação.
Por isso, mesmo com a alegação de que a participação durou apenas alguns segundos, a Polícia Militar decidiu investigar o episódio.
A Corregedoria deverá apurar se houve autorização dos policiais, como ocorreu a participação da viatura na gravação e se houve algum prejuízo à atividade de policiamento.
Enquanto a investigação não for concluída, os militares são tratados como investigados e não como culpados.


